As surpresas do Vale Europeu

Olá meus amigos.

Cada vez que visito o Vale Europeu tenho uma surpresa diferente.

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Esse roteiro que irei apresentar tem algo especial que é proporcionado pelo contato que busco apresentar a meus seguidores, o contato com famílias que abrem suas casas para atender turistas como se fossem amigos ou até mesmo um familiar.

Nessa visita fui conhecer uma família que atende como acolhida na cidade de Benedito Novo, o lugar pertencia ao Opa, assim me relatou Harley Steuck, filho da proprietária dona Darci, uma pessoa espetacular, de um carisma que somente convivendo com ela para entender, além de ter uma ótima mão para cozinha e muito bom gosto no apresentar, é indescritível.

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A casa que hoje acolhe os visitantes tem 4 quartos que são de casal, um único e grande banheiro, você se sentirá na casa dos seus avós. São experiências como essa que gosto de apresentar, lugar agradável mantido com capricho e com carinho.

Vejam bem, essa proposta de hospedagem é acolhida, diferente de pousadas ou hotéis, mas garanto que irão marcar sua visita.

A propriedade é rodeada por um riacho que ao fundo tem várias piscinas naturais com pequenas cachoeiras, o Harley tem o maior prazer em mostrar o que tem de especial no Recanto.

Para quem se hospedar no Recanto Grunenberg, a acolhida oferece pernoite com jantar e café da manhã, tudo servido pela família, os produtos são derivados da horta ou dos produtores rurais vizinhos e amigos da família.

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Nessa visita em Benedito Novo a nossa guia foi dona Darci, que se propôs a mostrar na integra o que tem de especial em Benedito Novo, ou parte dos atrativos da cidade sem sinaleiras.

Um dos pontos que marcou essa visita foi conhecer o proprietário do carro movido à lenha, o senhor Schmidt, que junto com seu pai hoje com mais de 90 anos construiu esse carro com peças da 2° Guerra Mundial de uma época que não havia combustível e usavam o sistema de gasogênio. Funciona à lenha. Os gases oriundos da queima da lenha impulsionam o motor, um show, ele é tão amigável que nos convidou para darmos uma voltinha, mas o tempo era corrido e somente vimos ele funcionar, mas eu prometi voltar e sentir esse seis cilindros movido à fumaça.

São contatos assim que fazem do Vale Europeu um lugar único em Santa Catarina.

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Foto: Margareth Migliorini

A próxima parada foi na cachoeira Salto Donner e no Complexo da Cachoeira Paulista. Alí você terá outra surpresa se seguir esse roteiro, o proprietário senhor Ademir Tonolli construiu um lugar que tem estrutura para Day Use com vista para duas lindas cachoeiras, duas casas de campo para alugar, lagos e área para camping e pic nic.

O complexo da cachoeira Paulista cobra uma taxa de entrada de R$ 10,00 onde tem trilhas ecológicas, lagos para pesca, pedalinhos, banheiros, lanchonete e restaurante que serve nos fins de semana refeições e lanches, um lugar espetacular. Logo será reaberta a Tirolesa que é outra atração na cachoeira Paulista, minha sugestão é colocar em seu roteiro na visita ao Vale.

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Sugiro que todos que virem conhecer o Vale Europeu almocem no Recanto da Oma, o lugar é mágico, parece que saiu realmente de um conto de fadas, o relato da Oma é uma experiência de vida marcante. Nessa viajem fomos de 4×4 com chopp car nos acompanhando, mas você não necessita desse apoio, pois o Vale Europeu é o Vale das Cervejarias e boas estradas.

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A dica é hospedar-se com a família do Recanto Grunenberg e viver momentos agradáveis na cachoeira Paulista com os sabores da Casa da Oma. Venha sentir emoções, sabores e alegria num lugar que deixa qualquer um com saudades de voltar. Esse roteiro é somente uma pequena parte do que tem em Santa Catarina.

Venha conhecer.

https://www.facebook.com/RecantoGruenenberg

Rua Ribeirão Prochnow (45,68 km)
89124000 Benedito Novo

(47) 99630-4888

 

Serra da Leoa no Vale Europeu

Fomos conhecer a Serra da Leoa, a Cruz de Pedra em Ascurra, o Morro Azul em Timbó, as construções enxaimel em Benedito Novo e o caminhos dos Anjos em Rodeio, onde tivemos o privilégio de visitar uma vinícola em pleno funcionamento, a San Michele.

Foram várias as coincidências nessa visita ao Vale Europeu. Quando início a busca por um novo destino, faço uma pesquisa antes, e no caso da Cruz de Pedra no Vale Europeu o acaso me proporcionou várias surpresas, uma delas foi a Andréia, proprietária da fazenda onde localiza-se a fissura na rocha em forma de cruz, ser irmã de um amigo meu de infância em época dos primeiros anos de escola em Timbó.

Esse roteiro inicia-se na cidade de Timbó, a entrada é pelo acesso da Mulde Alta, uma localidade rural com aspecto característicos dos primeiros imigrantes. Estando na BR 470 próximo a Indaial, observe quando estiver passando pela empresa de lâmpadas Taschibra, tem uma ponte a 100 metros, você deve entrar na primeira via à direita.

Nos primeiros quilômetros visualiza-se as primeiras propriedades com as características do velho mundo. As casas com jardins bem arrumados e ordenados formam um conjunto com a paisagem cortada por riachos, pequenos vales e morros com tons de cor verde exuberante.

Entrando no bairro Mulde Alto há placas indicando o caminho ao Morro Azul, o visual obriga a reduzir a velocidade pois a beleza desse lugar força você registrar cada momento. Como diria meu amigo Ramon Galliani “cada curva é um Flash”.

O parque onde está o Morro Azul é público, tem uma infraestrutura completa, churrasqueiras, banheiros, um mirante e trilhas ecológicas que proporcionam a você um contato com a mata Atlântica, eu tive o privilegio de fotografar um esquilo, você poderá ver também.

Tenho o orgulho de dizer que foi na cidade de Timbó o incio da minha jornada no turismo, um dos primeiros hotéis dessa cidade foi administrado pelos meus pais na década de 70.

Uma parada obrigatória é na TaphyoKa. Fomos também conhecer o Timbó Park Hotel, onde mais uma vez lembrei de minha infância entregando jornal diariamente naquele mesmo endereço que hoje é o charmoso hotel. A linda casa e seus jardins hoje abrigam os visitantes do Vale Europeu, pura nostalgia. O lugar é exclusivo e muito aconchegante, a receptividade ficou por conta do Rogério Barboza, que me relatou como que ele conheceu o Vale Europeu, e para minha surpresa foi através das minhas publicações, outra coincidência dessa visita.

Saímos de Timbó após um delicioso café na confeitaria das Capitais, fomos a Benedito Novo, a cidade sem sinaleiras. Em Benedito Novo concentra-se um grande número de casas Enxaimel, e é onde está a unica igreja com esse estilo de construção fora da Alemanha.

Outra atração é a tirolesa e logo em seguida o caminhos dos Anjos, um pequeno paraíso construído pelo sonhador e visionário senhor Paulo Notari. Essa parada é também obrigatória nesse roteiro, uns minutos de aprendizado, esse contato dá para se ter um exemplo de como ter foco nas realizações e aos mais sábios uma oportunidade de usufruir das história de vida desse ser iluminado que é o senhor Paulo.

Saindo do Caminhos dos Anjos três quilômetros à direita outro paraíso, mais esse é para os amantes de um bom vinho, a Vinícola San Michele proporciona uma degustação dos melhores vinhos de Santa Catarina, venha sentir esses sabores.

Nos hospedamos na Pousada Nona Rosina, jantamos no restaurante Thapyoka e após o café subimos a tão falada Serra da Leoa, o mirante é um dos mais lindos do Vale, a trilha é de difícil acesso e indicada aos adeptos a caminhada e aventura, vale conhecer.

Não se aventure a fazer a trilha com os chamados “mateiros”, pois a Cruz de Pedra está localizada em uma propriedade particular, que pertence a Família Possamai. Para você saber a diferença entre o caminho oficial e o dos clandestinos é só perguntar a distância quando lhe for oferecido esse passeio. O oficial tem 4 km e o clandestino tem 8km.
Informações para ir conhecer pelo e-mail euqueroirnessa@gmail.com