Venham conhecer o Caminhos do Alto Vale

Fim de ano chegando e estou programando a visita no Caminhos do Alto Vale a um casal de blogueiros que irão viver momentos repletos de sabores, emoções e muita adrenalina.
A cultura está presente a cada km, a sugestão é ir em direção ao Vale pelo interior de Blumenau e Indaial, passando pelo Bairro Warnow, ali a cultura alemã é representada pelas cervejarias, fábricas de cristais e a maioria das casa tem tradições germânicas.

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A próxima parada é no centro de Indaial, onde tem um lago com exemplares da maior planta aquática do Brasil, a Vitória Regia. Seguindo sentido ao Caminhos do Alto Vale por esse roteiro, corta-se a BR 470 até Ascurra, pois é a antiga ligação entre Blumenau e Rio do Sul. Warnow reserva várias surpresas aos exploradores, além de cruzar uma ponte coberta construída pelos imigrantes alemães, ali na comunidade tem uma das primeiras igrejas da região feita com tijolo maciço.

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A Nathi e o Fabio irão dormir em um sitio que está próximo a uma vinícola na região Italiana do vale, tem um alambique, a Maria Fumaça, as Tirolesas, as bases de rafting e a ilha das Bromélias.

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Minha sugestão para eles e também para você que quer conhecer é passar no minimo três dias na região, ali tem mais de 70 cachoeiras para explorar, um moinho em movimento, um centro cultural com riquezas extraordinárias como uma das construções que recebeu verba da Alemanha na época em que Hitler era diplomata, e a cidade também recebeu a visita do Zepelim. A qualidade de vida é espetacular.

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Ascurra, Apiúna, Ibirama e Presidente Getúlio são os municípios que eles irão percorrer. Vamos aguardar o retorno dos Blogueiros do Pé e Patas na Estrada para termos mais detalhes e contatos de onde dormir, onde comer e o que fazer no Caminhos do Alto Vale.

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Programem-se e venham viver momentos de felicidade nesse fim de ano aqui em Santa Catarina.

Os encantos da Lagoa

Fui convidado para participar de um passeio que envolve a cultura e a historia de Florianópolis, ali a natureza caprichou, pintou e bordou belezas e encantos.

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Essa atração foi programada de uma tal maneira que impressiona até quem já conhece ou já visitou a lagoa da Conceição.
Navegamos a partir do canal na Fortaleza da Barra rumo a Ponta dos Araças, que é um dos maiores Sambaquis da ilha, após 30 minutos navegando a primeira parada já nos mostra como será o dia. O capitão da embarcação com maestria atracou perfeitamente a escuna para 20 passageiros em uma das encostas da lagoa, caminhamos alguns metros em meio a mata Atlântica e fomos recepcionados por um bando de macaquinhos saguis, que para mim já valeu estar ali, isso era só o inicio do que estava por vir.

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A primeira parada foi em um engenho de farinha que esta em funcionamento desde a colonização da ilha, a apresentação feita pela guia sobre o funcionamento e o cooperativismo dos moradores foi sensacional. Um dos fatos mencionados o que mais nos chamam a atenção é a forma em que a cultura foi passada por gerações, conta-se que antigamente cada filho que nascia o pai plantava uma semente de Garapuvu e que quando completasse a maioridade esse Garapuvu seria sua canoa e também artefatos do seu engenho. Enquanto nos encantávamos pelo lugar estava sendo servido um café preto com biju, e farinha fabricados no local.
A comprovação que estamos em um paraíso é quando você olha no horizonte e enxerga a lagoa, as dunas ao fundo e os morros verdes circulando esse pedacinho de água doce no meio do mar.

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A segunda parada foi na comunidade da Costa da Lagoa que tem aproximadamente 40 casas e alguns restaurantes de famílias de pescadores que servem frutos do mar e da lagoa aos visitantes, tem uma cachoeira que é uma das vertentes que abastece o povoado, nesse ponto do passeio encontramos com nativos e pessoas que levam a vida alternativa, a trilha é curta e o visual é descontraído a cada passo.
O almoço foi tainha grelhada e também a tradicional tainha frita, molho de camarão e pirão, sabores da ilha que são servidos a beira do cais. Por ali passa o barco do entregador de água e gás, o barco escolar e de transporte coletivo, lanchas de luxo como também varias canoas de um pau só, pois para chegar nesse ponto da lagoa só por trilha ou barco.

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Seguimos no reconhecimento e atracamos no Saquinho da Lagoa que é uma praia de água doce com vegetação na areia e tem uma historia que envolve um castelo, não de areia e sim de pedras, mas isso você terá que vir aqui para saber.

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Eu já conhecia a Lagoa, a Barra e a Costa, mas dessa maneira que me foi apresentada parece que nunca estive lá, e olha que frequento a ilha desde a década de 80.

Programem-se e venham sentir essas emoções e sabores.

Serra da Leoa no Vale Europeu

Fomos conhecer a Serra da Leoa, a Cruz de Pedra em Ascurra, o Morro Azul em Timbó, as construções enxaimel em Benedito Novo e o caminhos dos Anjos em Rodeio, onde tivemos o privilégio de visitar uma vinícola em pleno funcionamento, a San Michele.

Foram várias as coincidências nessa visita ao Vale Europeu. Quando início a busca por um novo destino, faço uma pesquisa antes, e no caso da Cruz de Pedra no Vale Europeu o acaso me proporcionou várias surpresas, uma delas foi a Andréia, proprietária da fazenda onde localiza-se a fissura na rocha em forma de cruz, ser irmã de um amigo meu de infância em época dos primeiros anos de escola em Timbó.

Esse roteiro inicia-se na cidade de Timbó, a entrada é pelo acesso da Mulde Alta, uma localidade rural com aspecto característicos dos primeiros imigrantes. Estando na BR 470 próximo a Indaial, observe quando estiver passando pela empresa de lâmpadas Taschibra, tem uma ponte a 100 metros, você deve entrar na primeira via à direita.

Nos primeiros quilômetros visualiza-se as primeiras propriedades com as características do velho mundo. As casas com jardins bem arrumados e ordenados formam um conjunto com a paisagem cortada por riachos, pequenos vales e morros com tons de cor verde exuberante.

Entrando no bairro Mulde Alto há placas indicando o caminho ao Morro Azul, o visual obriga a reduzir a velocidade pois a beleza desse lugar força você registrar cada momento. Como diria meu amigo Ramon Galliani “cada curva é um Flash”.

O parque onde está o Morro Azul é público, tem uma infraestrutura completa, churrasqueiras, banheiros, um mirante e trilhas ecológicas que proporcionam a você um contato com a mata Atlântica, eu tive o privilegio de fotografar um esquilo, você poderá ver também.

Tenho o orgulho de dizer que foi na cidade de Timbó o incio da minha jornada no turismo, um dos primeiros hotéis dessa cidade foi administrado pelos meus pais na década de 70.

Uma parada obrigatória é na TaphyoKa. Fomos também conhecer o Timbó Park Hotel, onde mais uma vez lembrei de minha infância entregando jornal diariamente naquele mesmo endereço que hoje é o charmoso hotel. A linda casa e seus jardins hoje abrigam os visitantes do Vale Europeu, pura nostalgia. O lugar é exclusivo e muito aconchegante, a receptividade ficou por conta do Rogério Barboza, que me relatou como que ele conheceu o Vale Europeu, e para minha surpresa foi através das minhas publicações, outra coincidência dessa visita.

Saímos de Timbó após um delicioso café na confeitaria das Capitais, fomos a Benedito Novo, a cidade sem sinaleiras. Em Benedito Novo concentra-se um grande número de casas Enxaimel, e é onde está a unica igreja com esse estilo de construção fora da Alemanha.

Outra atração é a tirolesa e logo em seguida o caminhos dos Anjos, um pequeno paraíso construído pelo sonhador e visionário senhor Paulo Notari. Essa parada é também obrigatória nesse roteiro, uns minutos de aprendizado, esse contato dá para se ter um exemplo de como ter foco nas realizações e aos mais sábios uma oportunidade de usufruir das história de vida desse ser iluminado que é o senhor Paulo.

Saindo do Caminhos dos Anjos três quilômetros à direita outro paraíso, mais esse é para os amantes de um bom vinho, a Vinícola San Michele proporciona uma degustação dos melhores vinhos de Santa Catarina, venha sentir esses sabores.

Nos hospedamos na Pousada Nona Rosina, jantamos no restaurante Thapyoka e após o café subimos a tão falada Serra da Leoa, o mirante é um dos mais lindos do Vale, a trilha é de difícil acesso e indicada aos adeptos a caminhada e aventura, vale conhecer.

Não se aventure a fazer a trilha com os chamados “mateiros”, pois a Cruz de Pedra está localizada em uma propriedade particular, que pertence a Família Possamai. Para você saber a diferença entre o caminho oficial e o dos clandestinos é só perguntar a distância quando lhe for oferecido esse passeio. O oficial tem 4 km e o clandestino tem 8km.
Informações para ir conhecer pelo e-mail euqueroirnessa@gmail.com